quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tears for Fears - Pale Shelter

Boa tarde!

Hoje quem não conhecer a banda que compartilho merece uns puxões de orelha. É uma excelente banda de pop rock. Daquela mesma época em que, como já disse diversas vezes aqui, a música que se tornava popular não era por definição ruim. Letras inteligentes, ritmo envolvente (com isso não quero dizer dançante, claro) tornavam essa banda um achado interessantíssimo durante a década de 1980 e, no meu caso, no começo de 1990.

Mais uma vez, foi meu irmão quem muito me influenciou na audição desta magnífica banda inglesa formada no início dos anos 1980 por Roland Orzabal e Curt Smith. Tenho até hoje o LP de Songs from the Big Chair, o disco mais bem sucedido da carreira deles que foi gravado durante dois anos antes de seu lançamento em Fevereiro de 1985. Ele tem grandes dois dos maiores clássicos da banda: Shout e Everybody Wants to Rule the World. Mas, evidentemente, tem outras que também tocaram consideravelmente nas rádios e, claro, na MTV. Como Head over Heels que é uma das melhores composições deles.

Mas desde o primeiro disco já podíamos ouvir canções exemplares. Citaria, por exemplo, Mad World cuja letra é bem interessante. Mas acha que acaba por aí? De forma alguma! Seu terceiro disco, o The Seeds of Love, também tem diversos clássicos como Advice for the Young at Heart. Mesmo sua coletânea, lançada em 1992 com o nome de Tears Roll Down tem uma canção inédita muito boa chamada Laid so Low (Tears Roll Down).

Até mesmo o álbum lançado somente pelo Orzabal em 1993 tem alguma coisa interessante. O single Break It Down Again por exemplo, tem umas seqüências que poderia chamar de épicas. Mas a qualidade deste e trabalhos solos de Orzabal não foram bem recebidos pelos fãs. Em 2004, porém, os dois se reuniram novamente com o disco Everybody Loves a Happy Ending que é bastante interessante. Não tem nenhuma composição que chegue aos pés de seus três primeiros discos, mas isso não o torna ruim de forma alguma. Eles até gravaram em 2006 um álbum ao vivo!

Bom, eu tenho aqui em casa em uma velha fita VHS com o show que eles gravaram no Hollywood Rock. Uma performance excepcional deles. As canções foram muito bem selecionadas e, se encontrarem para baixar (ou até uma versão em DVD que acho que já vi por aí), podem pegar sem medo de serem felizes. Ou tristes, porque muitas músicas deles são muito mais melancólicas que animadas.

Espero que gostem da que escolhi para compartilhar... Como podem ver, não foi fácil escolher uma só. Fiquei em uma dúvida absurda entre todas as deles que conheço. Mas acabei optando por um dos singles de seu primeiro álbum. Devem conhecer, mas vale a re-ouvida; e também a lida porque a letra é muito boa.



Letra:
How can I be sure when your intrusion's my illusion?
How can I be sure when all the time you change my mind?
I ask for more and more, how can I be sure?

When you don't give me love, you give me pale shelter
You don't give me love, you give me cold hands
And I can't operate on this failure
When all I wanna be is completely in command

How can I be sure for all you say you keep me waiting?
How can I be sure when all you do is see me through?
I ask for more and more, how can I be sure

When you don't give me love, you give me pale shelter
You don't give me love, you give me cold hands
And I can't operate on this failure
When all I wanna be is completely in command

I've been here before, there is not why, no need to try
I thought you had it all, I'm calling you, I'm calling you
I ask for more and more (ask for more and more)
How can I be sure (how can I be)

When you don't give me love, you give me pale shelter
You don't give me love, you give me cold hands
And I can't operate on this failure
When all I wanna be is completely in command
(Completely in command)

You don't give me love, you don't give me love
You don't give me love, you don't give me love
You don't give me love, you don't give me love

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

ZZ Top - Gimme All Your Lovin'

Boa tarde!

A música de hoje é de uma banda que conheço praticamente nada. Exceto o fato de que se trata de um trio e dois de seus componentes ostentam uma imensa (e natural) barba. Curiosamente, o baterista de rosto quase careca, tem o nome de Frank Beard (sendo que seu sobrenome significa, em inglês, barba). Parece que a Gillette ofereceu um milhão a cada um dos barbudos para rasparem as barbas em um comercial de TV; eles, claro, negaram dizendo que são muito feios sem elas.

Seja como for, o que me chamou a atenção neles quando comecei a ouvir suas músicas é por se tratarem de uma banda de blues. Claro, não o blues clássico, mas um já com fortes influências do rock. O que é bom, com certeza.

Apesar de terem se tornado muito conhecidos nos anos 1980, gravam discos desde o começo da década de 1970. Infelizmente, o acesso aos discos mais antigos deles não é tão simples e eu somente ouvi (muito) suas canções mais bem sucedidas comercialmente. Principalmente o disco Eliminator de 1982.

Eles também fizeram uma participação no filme De Volta Para o Futuro III em que tocam em uma banda no Velho Oeste com instrumentos da época. Bem curioso, mas interessante.

A música que escolhi deve ser a mais conhecida deles e é a que abre o disco Eliminator. Espero que gostem. É bem agradável e bem composta (embora ache que o baterista é meio simplista demais nas frases que cria - mas pode ser só eu que acho isso).



Letra (que, como perceberão, não é das melhores):
I got to have a shot of what you got is oh so sweet.
You got to make it hot, like a boomerang I need a repeat,

Gimme all your lovin', all your hugs and kisses too,
Gimme all your lovin', don't let up until we're through,

You got to whip it up and hit me like a ton of lead,
If I blow my top will you let it go to your head?

Gimme all your lovin', all your hugs and kisses too,
Gimme all your lovin', don't let up until we're through.

You got to move it up and use it like a schoolboy would.
You got to pack it up, work it like a new boy should.

Gimme all your lovin', all your hugs and kisses too.
Gimme all your lovin', don't let up until we're through.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pachelbel - Canon in D Major

Bom dia!

A música de hoje é para que não pensem que ficaria somente com Mozart como referência de músicas clássicas aqui no blog. Tenho outros compositores favoritos além dele e de Pachelbel, mas deixarei para falar deles depois em outra oportunidade.

Bem, Canon em D Major é uma das composições clássicas mais conhecidas. O que não tira nada de seu mérito. Eu tenho uma atração especial por quartetos de cordas, então é quase impossível eu não gostar dessa música em específico.

Existem algumas versões diferentes circulando por aí (algumas muito boas por sinal), mas preferi ficar com uma que segue mais fielmente a partitura original. E também porque foi assim que a ouvi pela primeira vez.

A título de curiosidade, a música parece estar se tornando favorita em casamentos ao invés da música comum para a entrada da noiva. Além disso, trechos dela tocam em um dos filmes de Neon Genesis Evangelion em que quatro personagens vão se reunindo, pouco a pouco conforme avança a película, em um ginásio esportivo e tocam essa música. O fime é ruim, mas a música é excelente.

Desconsiderem a imagem de Mozart que figura no vídeo... A pessoa que postou deve ter se enganado já que este não é mesmo Pachelbel.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pet Shop Boys - Always on My Mind

Boa tarde!

A banda de hoje é uma que fazia (e ainda faz) música dançante. Nunca fui fã de música disco, mas é preciso dar o braço a torcer a algumas das músicas do Pet Shop Boys. Seus dois componentes principais são primoros em diversas composições e, embora falhem em me fazer dançar, são bem capazes em me tornar um apreciador de sua (boa) música pop.

Porém, ao contrário do que acontece com outrasa bandas que já andei postando por aqui, não tive qualquer dificuldade de imaginar qual música gostaria de compartilhar. Domino Dancing é a primeira deles que me recordo de ter ouvido (graças ao meu irmão). Being Boring (que tem uma letra interessante) foi a segunda e, de longe, a que mais escutei deles.

Always on My Mind é uma daquelas que dificilmente ouvi no rádio. Ainda mais hoje em que as rádios pop são péssimas por definição. Sequer a tenho em algum lugar aqui em casa. Assim, cada vez que a percebo tocando em algum lugar, aumento o volume sem nem pensar muito.

Não duvido que goste dela por ser uma das músicas com mais espírito rock'n'roll de suas composições (tem até uma guitarra em certa altura). A letra e a estrutura central da música não foram criadas por eles e sim tiradas da mais lenta versão original de Elvis Presley (de 1972). Em 1987, em memória dos dez anos de sua morte, o Pet Shop Boys apresentou essa versão em um especial em que vários grupos pop da época apresentaram versões cover se seus hits. No caso desta do Pet Shop Boys, além da velocidade, há uma pequena alteração na harmonia na frase "always on my mind".

Honestamente, aidna que a original seja muito boa, sou muito mais esta versão que escolhi. Tornou a música muito melhor. Se ainda não conhecem, espero que gostem.



Letra:
Maybe I didn't treat you
quite as good as I should
maybe I didn't love you
quite as often as I could
Little things I should have said and done
I never took the time
you were always on my mind
you were always on my mind

Maybe I didn't hold you
all those lonely, lonely times
and I guess I never told you
I'm so happy that you're mine
If I made you feel second-best
I'm so sorry, I was blind
you were always on my mind
you were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
give me one more chance to keep you satisfied
satisfied

Little things I should have said and done
I never took the time
you were always on my mind
you were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
give me one more chance to keep you satisfied
You were always on my mind
you were always on my mind
you were always on my mind
you were always on my mind

You were always on my mind
you were always on my mind

Maybe I didn't treat you
quite as good as I should
maybe I didn't love you
quite as often as I could
Maybe I didn't hold you
all those lonely, lonely times
I guess I never told you
I'm so happy that you're mine

domingo, 10 de janeiro de 2010

The Smiths - Big Mouth Strikes Again

Bom dia!

Hoje a banda é inglesa (de novo hehe). Smiths é uma banda extremamente interessante. Ainda que seja facilmente localizada com o pós-punk (Deus, como adoram inventar categorizações em qualquer coisa... Parece que todo mundo tem alguma coisa de zoologista...) britânico, isso seria falar pouco de grandes bandas do período como Simple Minds, Siouxsie and the Banshees e até mesmo o The Cure.

O Smiths une um pouco da melancolia presente em outras bandas do período, mas traz isso um pouco mais para experiências mais corriqueiras e comuns da vida cotidiana. Seus títulos imensos (e incompreensíveis também por mim quando ouvidos pelo rádio) não devem afastá-los de ouvi-los. Afinal, foram extremamente populares nos anos 1980 e o vocalista Morrisey tem uma carreira solo de respeito.

As letras das músicas são um caso à parte. There Is a Light That Never Goes Out é um excelente exemplo. Mas também citaria How Soon is Now e aquela pela qual conheci a banda: The Boy With the Thorn in His Side. Mas não se prendam somente a este aspecto poético das composições. O restante também vale muito a pena e mostra, mais uma vez, que música de boa qualidade pode ser popular. Embora nos dias de hoje a regra seja justamente que músicas descartáveis sejam populares.

Bom, ainda que conheça várias músicas deles (e adore o álbum The Queen is Dead de 1986 em sua totalidade), não sei muito sobre a banda mesmo. Mas vamos ver se posso falar algumas coisinhas a respeito dela pelo menos. É certo que a banda nunca voltará a se reunir de novo. Morrisey, vegetariano, disse que preferiria comer os próprios testículos (ouch...) a isso. Marr, guitarrista e co-compositor das músicas, também recusa e evita falar a respeito disso. Além disso, poderia dizer que, com somente quatro álbuns de estúdio, é impressionante como eles parecem ter ainda mais coletâneas.

É isso. Escolhi o primeiro single do álbum The Queen is Dead não porque as outras menos conhecidas sejam ruins. Mas porque a sonoridade é mais palatável e pode servir para que se aventurem mais com a banda. E recomendo que comecem por esse disco.



Letra:
Sweetness, sweetness I was only joking
When I said I'd like to smash every tooth
In your head

Ohh sweetness, sweetness, I was only joking
When I said by rights you should be
Bludgeoned in your bed

And now I know how Joan of Arc felt
Now I know how Joan of Arc felt
As the flames rose to her roman nose
And her Walkman started to melt
Ohh

(whoo whoo whooo)

Bigmouth, la da da da daa bigmouth, la da da da
Bigmouth strikes again
And I've got no right to take my place
With the Human race

Ohh ohh ohhh, bigmouth, la da da da daa bigmouth, la da da da
Bigmouth strikes again
And I've got no right to take my place
With the Human race

And now I know how Joan of Arc felt
Now I know how Joan of Arc felt
As the flames rose to her roman nose
And her hearing aid started to melt

Bigmouth, la da da da da bigmouth, la da da da
Bigmouth strikes again
And I've got no right to take my place
With the Human race
Oh ohh oh ohh

Bigmouth, oh ohh ohh ha ha bigmouth, la da da daa
Bigmouth strikes again
And I've got no right to take my place
With the Human race
Oh oh oh ohhhh

Bigmouth, oh oh ohh ha ha bigmouth, la da da da
Bigmouth strikes again
And I've got no right to take my place
With the Human race
Oh ohh ohh

Bigmouth, oh ohh ohh bigmouth, la da da da
Bigmouth strikes again
And I've got no right to take my place
With the Human race
Oh oh ohh

sábado, 9 de janeiro de 2010

Bôa - Duvet

Boa tarde!

A música de hoje é, pela primeira e não única vez em todas as que postarei, de um anime. Como devem estar cansados de saber, anime é a designação técnica e informal para um estilo característico de animação japonesa. É um conceito amplo porque abrange tanto detalhes na forma de desenhar (olhos grandes ou expressões, por exemplo) como também caracteriza toda e qualquer animação produzida no Japão. Os otakus (não vou me dar ao trabalho de definir ess termo) acham uma ofensa dizer que anime é desenho. Mas é a mesma coisa. *espera pedradas vindo em minha direção*

O mangá (histórias em quadrinhos japoneses cuja definição é semelhante a que esbocei para anime só que em mídia impressa) e o anime são derivadas diretamente de suas contrapartes existentes anteriormente no ocidente. A diferença é que, como toda e qualquer coisa, recebeu influência do próprio país e cultura em que os precursores japoneses viviam. Então, não seria incorreto dizer que essa é a primeira música de um desenho que escolho compartilhar.

Essa músia figura na abertura de um dos animes mais confusos e complexos que já assisti em toda minha vida: Serial Experiments Lain. É o típico caso de "ame-o ou odeie-o". Contudo, alguns dos que adoram o desenho podem fazê-lo somente para se vangloriar de admirar um treco estranho, confuso e praticamente incompreensível. O que não é, felizmente, o meu caso.

Ele realmente me chamou muito a atenção. Não que o tenha entendido perfeitamente (e não entendi mesmo), mas porque ele me deixou inconfortável. Ele parecia tentar me questionar, colocar alguma inquietação e favorecer a reflexão acerca das coisas. Preciso urgentemente vê-lo de novo para ver se essas questões se tornam mais profundas.

Eu gosto de um outro anime confuso (Boogiepop Phantom), mas este é um caso a parte. Ele só é confuso e embora trabalhe coma questão da morte, não me levantou tantas questões como Lain cuja animação e estilo de desenho é muito melhor devo dizer.

Bom, fica aí então a abertura que foi gravada, por incrível que possa parecer, por uma banda inglesa. Dois de seus integrandtes (Jasmine e Steve) são filhos do conhecido cantor Paul Rodgers. E talvez isso tenha ajudado um pouco em seu reconhecimento.



Letra (que tem tudo a ver com o desenho):
And you don't seem to understand
A shame you seemed an honest man
And all the fears you hold so dear
Will turn to whisper in your ear
And you know what they say might hurt you
And you know that it means so much
And you don't even feel a thing

I am falling, I am fading
I have lost it all

And you don't seem the lying kind
A shame then I can read your mind
And all the things that I read there
Candle lit smile that we both share
and you know I don't mean to hurt you
But you know that it means so much
And you don't even feel a thing

I am falling, I am fading, I am drowning
Help me to breathe
I am hurting, I have lost it all
I am losing
Help me to breathe

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

The Clash - Police and Thieves

Boa tarde!

Antes de mais nada, peço imensas desculpas pelos dez dias que fiquei sem postar... Uma série de eventos me fizeram esquecer de postar um dia, no segundo estava tão chateado por não ter postado que somente me enredei nessa auto-decepção e terminei ficando este tempo todo sem comaprtilhar nada.

Seja como for, decidi não fazer isso tudo morrer e continuar postanto normalmente como fazia (seria tolice postar onze músicas em um único post). Porém, o objetivo inicial do blog sempre foi um ano inteiro com músicas. Então, terão que me agüentar dez dias a mais para compensar isso.

Chega de choradeira agora e vamos lá!

A banda de hoje é uma daquelas que não sou extremo fã. Com "fã" quero dizer de ter todos os discos, saber todas as músicas principalmente as mais obscuras. Isso eu não sou mesmo. Mas algo muito interessante ocorreu quando peguei uma das coletâneas deles para ouvir. Eu conhecia praticamente todas as músicas (com exceção de uma ou outra). Should I Stay or Should I Go e Rock the Casbah por exemplo. Mas muitas outras como Spanish Bombs e Train in Vain também ecoam em minha mente vez por outra.

Ainda que seja constantemente associada ao movimento punk londrino, o The Clash experimentou muitos outros estilos musicais. Como toda boa banda, não se limitaram a um único público e reduto de fãs e admiradores. Pela variedade de sonoridade e ousadias, seria té possível dizer que são uma banda de rock que tentou, com relativo sucesso, mesclar o rock progressivo e o punk. Ambos os estilos coexistiam e se digladiavam no ano de 1976 em que a banda foi formada. O punk, com letras raivosas (de crítica social ou não) ou mais amenas, prezava pela crueza de composições e músicas curtas. O rock progressivo, pelo uso de tecnologias e coisas novas além de épicos de, pelo menos, cinco minutos (mais que o dobre de músicas punk da época).

Sex Pistols, Ramones e The Clash são bandas consideradas punk e muito diferentes entre si. Cada uma delas faz a gente sentir alguma coisa correndo em nossas veias. No caso do Clash, às vezes eu rio, às vezes me sinto incomodado, e às vezes sinto decepção com a raça humana.

Não é "a" banda que representa o punk como um movimento e ideologia com toda certeza. Mas as suas letras falam de coisas que os punks de verdade expressavam com a verborragia e palavrões das ruas. Por isso que vale a pena ouvir The Clash. Alguém que ainda hoje se considere punk, que diz que luta pelo sistema, que se coloca contra a autoridade estatal instituída (muitas vezes não para derrubá-la, mas para que não se torne ditatorial) tem que conhecer essa banda. Não se faz protesto sem pensar. Se Sex Pistols nos dá a raiva, Ramones a atitude, The Clash deve dar a reflexão e o pensamento.

Não tenho muito o que dizer de seus integrantes e dos conflitos que levaram à saída de seus integrantes e a situação atual da banda. Escutem as músicas deles, as suas letras e reflitam. É isso o que realmente conta. Eles não fazem panfletagem ideológica; mas descrevem muitas coisas que vivemos e podemos viver.

Foi difícil escolher uma única canção que os representasse, mas optei por uma que até hoje me chama muito a atenção. Não é a minha predileta deles (gosto muito de I Fought the Law), mas a letra é interessante. Fala um pouco do temor que temos não só de ladrões e não só de policiais, mas de ambos. Espero que se interessem pela letra e que busquem mesmo outras canções deles. Podem começar com as que já citei aqui.



Letra:
Police and thieves in the streets
Oh yeah!
Scaring the nation with their guns and ammunition
Police and thieves in the street
Oh yeah!
Fighting the nation with their guns and ammunition

Jenny says that Revelation
The next generation
Genesis to Revelation
The next generation

And all the clouds come in day by day
No one stop it in anyway
And all the peacemaker third war officer
Hear what I say

Vocal ad lib

Police, police, police and thieves oh yeah
Police, police, police and thieves oh yeah
Jenny says oh yeah
Police, police, police and thieves oh yeah

Scaring, fighting the nation
Shooting, shooting their guns and ammunition

Police, police, police and thieves oh yeah
Police, police, police and thieves oh yeah
Here come, here come, here come
The station is bombed
Get out get out get out you people
If you don't wanna get blown up